Como a PRUMO transformou dados dispersos em inteligência de mercado para criar novas oportunidades de receita no Porto do Açu
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Como a PRUMO transformou dados dispersos em inteligência de mercado para criar novas oportunidades de receita no Porto do Açu

O Desafio

Todos os dias, milhares de informações são produzidas pelas operações do Porto do Açu e por empresas do seu ecossistema.

Movimentações portuárias, abastecimentos, atracações, posicionamento de embarcações, operações offshore e dados de mercado eram registrados em diferentes sistemas, cada um atendendo às necessidades da sua própria operação.

Individualmente, esses dados já possuíam valor. O problema era que permaneciam isolados.

Sem uma visão integrada, responder perguntas estratégicas exigia análises demoradas, cruzamento manual de informações e um grande esforço para transformar dados em decisões.

A PRUMO enxergou uma oportunidade diferente: e se esses dados, quando compartilhados e analisados em conjunto, fossem capazes de revelar oportunidades que nenhuma empresa conseguiria identificar sozinha?

Mais do que construir uma plataforma, o desafio era provar que dados compartilhados poderiam gerar novas receitas para todo o ecossistema.

O Contexto

O Porto do Açu reúne diferentes empresas que operam diariamente sobre o mesmo ambiente logístico.

A concessionária PRUMO administra a infraestrutura portuária. A EFEN atua no abastecimento marítimo. Outras empresas executam operações complementares, enquanto informações externas sobre embarcações e mercado continuam sendo produzidas continuamente.

Cada organização possuía uma parte da história.

O que faltava era conectar essas diferentes perspectivas para compreender o comportamento do mercado como um todo.

Responder perguntas como quais armadores utilizam portos concorrentesquais serviços ainda não são oferecidos no Açu ou quais embarcações poderão demandar abastecimento nas próximas semanas dependia justamente dessa visão integrada.

Era uma oportunidade para transformar dados operacionais em inteligência de negócio.

A Ideia

A proposta nunca foi criar apenas um dashboard.

A ideia era construir uma plataforma capaz de transformar dados em um ativo estratégico.

Para isso, foi necessário criar um ambiente onde informações provenientes de diferentes empresas, sistemas e bases externas fossem tratadas, organizadas e relacionadas entre si.

Em vez de cada empresa analisar apenas seus próprios dados, o Datadock permitiria compreender padrões de mercado, antecipar oportunidades comerciais e apoiar decisões estratégicas para todo o ecossistema.

Ao mesmo tempo, o projeto buscava validar um novo conceito: quanto maior o compartilhamento de dados qualificados, maior o valor gerado para todos os participantes.

As Barreiras Reais

A principal complexidade do projeto não estava na visualização dos dados.

Ela estava na construção da inteligência necessária para que dados completamente diferentes pudessem conversar entre si.

As informações chegavam de diversas fontes, cada uma com formatos, estruturas, níveis de qualidade e frequências de atualização diferentes.

Foi necessário estruturar um Data Lake capaz de receber dados provenientes do PMIS, das operações da EFEN, do MarineTraffic, da WSB e de outras bases estratégicas.

Depois disso, iniciou-se uma etapa ainda mais importante: padronizar, tratar, relacionar e validar essas informações para que os insights gerados fossem confiáveis.

Além do desafio técnico, existia um desafio de negócio. Compartilhar dados entre empresas exige confiança.

Por isso, também foi necessário desenvolver um modelo de governança capaz de definir critérios de qualidade, relevância e utilização das informações compartilhadas. Esse modelo se tornou a base para um conceito inédito de monetização dos dados.

A Solução: Datadock

O Datadock foi desenvolvido como uma plataforma de inteligência de mercado baseada em dados compartilhados.

No centro da solução está um Data Lake que integra informações operacionais do Porto do Açu, dados da EFEN e bases externas relacionadas à movimentação marítima.

Essas informações passam por processos de tratamento, enriquecimento e cruzamento inteligente, permitindo gerar análises que antes eram inviáveis utilizando apenas uma única base de dados.

A plataforma responde perguntas estratégicas para diferentes empresas do ecossistema.

Para o Porto do Açu, identifica oportunidades de ampliar participação de mercado, compreender o comportamento dos armadores, antecipar demanda por novos serviços e identificar embarcações que poderiam utilizar a infraestrutura portuária.

Para a EFEN, oferece previsibilidade sobre futuras operações de abastecimento, identifica clientes potenciais e revela oportunidades comerciais antes invisíveis.

Mais do que apresentar indicadores, o Datadock transforma grandes volumes de dados em inteligência acionável para apoiar decisões comerciais.

Funcionamento Técnico

A solução foi construída sobre uma arquitetura orientada à integração e inteligência de dados.

O primeiro passo consiste na ingestão de informações provenientes de diferentes sistemas internos e bases externas, incluindo PMIS, operações da EFEN, MarineTraffic e WSB.

Esses dados alimentam um Data Lake, onde passam por processos de limpeza, normalização, relacionamento e enriquecimento.

A partir dessa estrutura, modelos analíticos processam grandes volumes de informações para identificar padrões, cruzamentos e oportunidades comerciais.

Os resultados são disponibilizados em dashboards interativos e consultas estratégicas, permitindo que gestores explorem cenários, acompanhem indicadores e identifiquem novas oportunidades de negócio.

Além da camada analítica, o projeto incorporou mecanismos de avaliação da qualidade e relevância dos dados compartilhados.

Cada conjunto de dados passa por critérios de qualidade e recebe uma classificação baseada no seu nível de utilização para geração de insights.

Essa lógica sustenta o modelo de monetização desenvolvido para a plataforma.

Experiência do Usuário (UX)

Embora a plataforma processe um grande volume de informações complexas, a experiência foi desenhada para facilitar a tomada de decisão.

Em vez de navegar por milhares de registros, os usuários acessam respostas para perguntas específicas do negócio.

A interface organiza indicadores, mapas, filtros, insights gerados automaticamente por IA e análises de forma intuitiva, permitindo explorar diferentes perspectivas do mercado sem necessidade de conhecimento técnico sobre as bases de dados utilizadas.

Cada visualização foi construída para reduzir o tempo entre uma pergunta estratégica e a obtenção de uma resposta confiável.

O Que Mudou de Verdade

O Datadock validou um conceito que vai muito além da tecnologia.

O projeto demonstrou que dados compartilhados, quando tratados de forma estruturada e analisados em conjunto, geram muito mais valor do que informações mantidas de maneira isolada.

A plataforma passou a responder perguntas estratégicas que antes exigiam semanas de levantamento manual ou simplesmente não podiam ser respondidas por falta de integração entre as bases.

Além de apoiar a identificação de novas oportunidades comerciais para o Porto do Açu e para a EFEN, o projeto estabeleceu as bases para um novo modelo de negócio baseado na colaboração entre empresas.

A criação de um framework de governança, aliado ao modelo de monetização por relevância e qualidade dos dados, mostrou que compartilhar informação pode deixar de ser apenas uma necessidade operacional para se tornar uma nova fonte de receita para todo o ecossistema.

Mais do que uma prova de conceito tecnológica, o Datadock validou uma nova forma de transformar dados em valor.


O Que Ficou de Aprendizado

O maior aprendizado do projeto foi perceber que dados, por si só, não geram vantagem competitiva.

O valor surge quando diferentes contextos são conectados.

Outro aprendizado importante foi que projetos de dados começam muito antes da tecnologia. Eles começam pela governança.

Sem critérios claros de qualidade, propriedade e compartilhamento, nenhuma inteligência consegue produzir resultados confiáveis.

Também ficou evidente que monetizar dados depende da confiança entre os participantes. Para isso, foi necessário criar mecanismos que valorizassem não apenas o volume de informações compartilhadas, mas principalmente sua relevância para geração de novos insights.

Por fim, o projeto mostrou que plataformas de dados podem criar modelos de negócio inteiramente novos. O Datadock deixou de ser apenas uma ferramenta analítica para se tornar a prova de que colaboração, governança e inteligência podem transformar dados operacionais em oportunidades concretas de crescimento para todo um ecossistema portuário.

Diferencial da nossa atuação

Além do desenvolvimento da plataforma, a AutoU atuou como parceira estratégica da PRUMO na definição do próprio modelo de negócio do Datadock.

Nossa equipe participou da construção do framework de governança de dados, dos critérios de qualidade e relevância das informações e do modelo de monetização que permitiu validar a proposta de valor da plataforma.

Mais do que entregar um produto digital, ajudamos a estruturar os fundamentos necessários para que o Datadock pudesse evoluir de uma prova de conceito para uma iniciativa preparada para conectar novas empresas, ampliar o ecossistema e abrir caminho para um novo mercado baseado em inteligência de dados compartilhados.

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